Experiência
na produção de um Projeto de Aprendizagem: caminhos trilhados...
Para
descrever o processo de articulação, criação e desenvolvimento, do Projeto de
Aprendizagem (PA) é preciso que o leitor estabeleça comigo, no sentido
metafórico, uma viagem.
Neste
percurso é preciso sinalizar o ponto de partida, minha formação acadêmica,
Letras-Português, que se relaciona com as outras áreas do conhecimento, seja na
capacidade dos diálogos, das inter-relações e outras.
Acrescentado
a este pressuposto, há o meu fascínio em interagir com as Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC’s), reconhecendo nelas o potencial de articulações
e promoção de aprendizados que tenham sentido às diferentes gerações. Daí minha
escolha em atuar na função de professora de laboratório de informática na PMV.
Conviver
com diferentes estudantes que de alguma maneira, são excluídos nas proposições
de qualidade de vida, sobretudo, financeira, não os fazem de modo generalizado,
excluídos sociodigitalmente. Afirmar isso, sem dúvida é colocar-me no processo
de inclusão para esses estudantes, compreendendo que a escola nem sempre será a
garantia de visibilidade social – profissional, mas uma alternativa para que
todos sejam potencializados na criatividade – autonomia- versatilidade – com
espírito colaborativo.
E
qual a relação desse contexto educacional com os caminhos trilhados no Projeto
de Aprendizagem (PA)?
A
relação se dá ao pensarmos o PA enquanto proposta de ensino-aprendizagem, com
uso de uma metodologia de pesquisa, que tenha como foco um currículo que
dialogue com o contexto histórico-cultural dos estudantes, sem perder de vista
os conceitos que fazem parte do currículo científico no tempo secular.
Para
trilhar a caminhada desse PA, na experiência de ser a coordenadora do grupo,
foi possível constituir o diálogo a partir das experiências sobre determinado
tema, ora já pensado, sobretudo, tendo como foco, um estudante que percebe a
escola, muitas vezes, sendo um lugar menos interessante, daí o desafio para
construir didaticamente um conteúdo que despertasse interesse, problematizasse
respostas.
À
medida que o tema focal “A História do Espírito Santo” foi escolhido, exigiu de
nós (grupo) mediado por mim, definir quais questões deveríamos abordar nesse
vasto tema, bem como, a partir dos recursos utilizados durante o curso do IFES,
quais seriam os mais apropriados para o tipo de reflexão que estávamos propostos a instigar em nossos
estudantes. Assim, dentre muitos, escolhemos a animação do Scratch; a história
em quadrinhos do HágaQuê; a edição de vídeos do Movie Maker; a elaboração de um
folder no Publisher e/ou no BrOffice Whiter, a produção de um mapa conceitual
que representasse todo o nosso tema, enriquecido com diversos recursos (textos,
imagens etc), além de vídeos, músicas, pesquisas na internet.
O
grupo de trabalho que é composto por seis profissionais da educação, sendo
quatro deles atuantes em escolas, concentrou esforços na escolha dos recursos
tecnológicos a fim de qualificar as outras ações pedagógicas também definidas
para compor nosso Projeto de Aprendizagem.
Durante
a “caminhada” percebíamos a necessidade de garantir o princípio do trabalho
colaborativo, da postura de pesquisa e diálogos, bem como a colaboração para
elaborar o PA com o objetivo de consolidar aprendizados significativos aos
diferentes estudantes.
O
caminho não finalizou. Certamente esta experiência tão exitosa, potencializou
em mim e nos demais colegas o desejo de sair do lugar comum, fazer o contra
movimento de um currículo estéril – conteudista, bem como multiplicar este modo
de construir outros conhecimentos, não só na área profissional.
Para
quem ainda não teve essa experiência, concentre esforços para a realização de
um PA, e fica aqui a dica: inicie,
permita construir seus caminhos e faça a escola ter outro significado aos estudantes
do século XXI.